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  • Foto do escritorCarolina Ramires de Oliveira

O impacto da violência doméstica ao desenvolvimento econômico nacional


R$ 214,7 bilhões é o impacto estimado pela violência doméstica no PIB brasileiro ao longo de 10 anos.

18 dias é a média de dias que mulheres vítimas de violência faltam ao trabalho por ano em decorrência do crime.

3,3 milhões de mulheres denunciaram algum tipo de violência no último ano.

Esses são alguns dados divulgados pela FIEMG em 2021. E, ainda que sejam alarmantes, é a conclusão conservadora da pesquisa feita. Estima-se que o impacto ao PIB possa chegar em até 300 bilhões de reais por década.

Para além de políticas públicas implementadas pelo Estado, o setor privado pode (e deve) adotar uma série de ações para auxiliar na redução destes números e ser um aliado na luta pelo fim da violência contra as mulheres:

  1. Educação e Sensibilização: A partir da conscientização sobre a violência doméstica –informações, recursos, treinamentos e campanhas internas – as empresas podem abordar a temática com seus funcionários, explicando conceitos básicos e como agir diante de situações como estas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 3 mulheres em todo o mundo já sofreu violência física e/ou sexual por parte de um parceiro íntimo. Ao educar e sensibilizar a equipe, podemos contribuir para a identificação precoce e o suporte adequado às vítimas.

  2. Políticas de Apoio: Implementar políticas internas que apoiem funcionários que vivenciam ou testemunham violência doméstica é fundamental. Isso pode incluir licenças para vítimas, flexibilidade no horário de trabalho, apoio psicológico, jurídico e assistencial, canal de denúncias e até mesmo parcerias com organizações locais que ofereçam suporte às vítimas. Segundo a ONU Mulheres, 55% das mulheres em todo o mundo não têm acesso a qualquer forma de proteção social.

  3. Parcerias Estratégicas: As empresas podem estabelecer parcerias estratégicas com organizações e redes de apoio que trabalham no combate à violência doméstica. Além de oferecer recursos financeiros, as empresas podem fornecer expertise em áreas como tecnologia, marketing e gerenciamento, fortalecendo o trabalho dessas organizações. Da mesma forma, podem auxiliar as mulheres atendidas por estas organizações a se (re)colocarem no mercado de trabalho, visando a independência financeira da vítima. Segundo o Banco Mundial, a violência doméstica gera custos econômicos que chegam a até 5,2% do PIB global.

  4. Campanhas de Conscientização: Aproveitar o alcance e a influência das redes sociais e outras plataformas de comunicação para criar campanhas de conscientização é uma ação poderosa. Ao compartilhar histórias reais, estatísticas e informações relevantes, podemos educar a sociedade em geral sobre a violência doméstica e encorajar a denúncia e o apoio às vítimas. Segundo a ONU, apenas 40% das mulheres vítimas de violência procuram ajuda.

  5. Ambiente de Trabalho Seguro: As empresas devem se esforçar para criar um ambiente de trabalho seguro e inclusivo, onde a violência e o assédio não sejam tolerados. Isso envolve a implementação de políticas internas rigorosas, a promoção da diversidade e igualdade de gênero, além de canais de denúncia seguros e confidenciais. De acordo com a OIT, 35% das mulheres em todo o mundo já sofreram violência física e/ou sexual no trabalho.


Ações como estas contribuem para uma sociedade mais livre, justa, igualitária e próspera por meio da valorização da mulher no ambiente de negócios. Dessa forma, sabemos que as empresas estarão diminuindo o seu turnover e absenteísmo, reforçando uma imagem positiva da marca, com propósitos humanitários e inclusivos, tornando-se verdadeiras aliadas no combate à violência e a todas as formas de discriminação contra a mulher.

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